domingo, agosto 17, 2008

Roda gigante é que não!


Depois de 10 dias no Algarve regressei a Lisboa para estudar para o meu exame que será em Setembro, a única cadeira que me falta para ser uma senhora licenciada.
Andei pelas festas algarvias, na fabulosa festa do “Sasha beach” e senti-me uma perna de frango ambulante como todas as outras mulheres que por lá andavam, com certeza. Hoje em dia uma mulher não pode dançar em paz levando simplesmente uma mini-saia e uma camisola decotada…não se percebe!
Para além de conhecer as bonitas cidades de Portimão e Lagos fui até ao Zoomarine. Já não ia lá há muitos anos. Existem vários espectáculos com golfinhos, focas e araras, para além de existirem vários divertimentos. Há um que não suporto e detesto andar nele e tenho a certeza que muita gente partilha este medo comigo que é a arrepiante roda gigante. Sabem, aquela roda que gira muito devagarinho para apreciarmos bem a paisagem? É essa mesma. Da última vez que lá tinha ido fiquei com trauma àquela roda e quando lá entrei de novo neste verão foi a primeira coisa que me lembrei.
Para quem tem vertigens é a pior coisa que se pode fazer, andar na roda gigante. As pessoas dizem que é uma roda muito romântica, até pode ser e com certeza se eu fosse com um moço ele até iria gostar porque iria estar o tempo todo agarrada a ele com medo de olhar para baixo. Todos os outros divertimentos são mais rápidos e por vezes até mais altos do que a roda gigante mas nem temos tempo de pensar em nada, e é pura adrenalina…agora a roda gigante? A montanha russa é que é, qual roda gigante!
Bem, as praias do Algarve estão cheias. Uma pessoa nem consegue pôr a toalhinha e percorremos o caminho todo na areia a dizermos “Ops! Desculpe, não lhe queria pisar a cabeça!”. Por vezes levantamos a cara da toalha e deparamos com as nádegas de uma senhora bem juntinhas à nossa cara, é desagradável. Mas é sempre bom ir para o Algarve, quem é que não gosta? Deixo-vos com uma foto tirada por mim na praia do Vale. É das praias mais bonias do Algarve, sem dúvida!


Até à próxima!

quarta-feira, julho 16, 2008

Apatia

Gritos de desespero arrancados duma alma frustrada e vazia que se encontra no corredor da morte apela por algo desconhecido aos ouvidos humanos que se rebaixam perante a estranheza duma situação… preferem fechar-se no seu mundo para não serem cúmplices de algo que lhes apele a uma reacção.

Poderia contar o caso de Vialonga, em que uma rapariga no seu próprio prédio às tantas da manhã gritou para os vizinhos a acudirem… só quando pararam de ouvir os gritos é que os vizinhos chamaram a GNR… já ela estava no outro mundo…

O que está a acontecer com a sociedade de hoje em dia?

Vejo as pessoas a irem para o comboio, a caminhar sobre as pedras pisadas, a comentarem em pensamentos para si “Não me apetecia nada ir para o trabalho…”, provavelmente aturarem um chefe que é uma besta ou colegas que vivem nas suas intrigas e por vezes conseguem lixar as pessoas assim. No dia seguinte, recomeça a rotina…

Nas discotecas, rapazes para um lado e raparigas para outro… na última vez que fui (já foi há algum tempo) constei isso… as raparigas a dançarem com as raparigas e os rapazes com os rapazes…

Nos grupos musicais (que é o que estou mais a par), cada um toca para seu lado, sem se ouvirem… depois culpam X dessa situação em vez de se ajudarem, de se ouvirem aos outros… em vez de se apoiarem…

E depois no fim do ciclo da vida chora-se por não se ter passado mais tempo com as pessoas de quem se gosta realmente…

O que devemos fazer para contornar o triste caminho que a sociedade está a tomar? Preciso de respostas…

domingo, junho 22, 2008

Rock in rio again

Dia 6 de Junho voltei à cidade do Rock. E mais uma vez tive a sorte de ter bilhetes oferecidos e este ano ainda por cima VIP’s. A tenda VIP não tem nada de especial, a sério, simplesmente pode-se comer até cairmos para o lado, temos confortáveis sofás para nos sentarmos, ocorrem pequenos espectáculos, dão imensas ofertas, têm casas de banho como deve ser, muita bebida, com vista para toda cidade do rock e gente muito famosa, apesar de eu não ter conhecido ninguém que lá estava. Como vêem a tenda VIP não era nada de especial. Quando estava a ir para a tenda VIP pensei, "bem entro lá e devo conhecer imensa gente". Para meu espanto quando lá entrei não conheci ninguém, claro eu não leio revistas cor de rosa, como haveria de conhecer as pessoas! Não sei se não conhecia ninguém por não ler revistas cor de rosas ou porque as pessoas realmente VIP’s não se dão a conhecer ou ao fim ao cabo eram tão famosas quanto eu.
O que interessa é que me diverti, é sempre bom saltar ao som de offspring, a minha banda de adolescente, foi bom relembrar os velhos temas que me faziam vibrar na altura e que me fizeram vibrar naquela noite. Adorei muse e confesso que não liguei muito a likin park, acho uma boa banda mas…não é o suficiente para me fazer estar bem perto do palco.
Já que demorei tanto tempo a escrever sobre a minha ida ao rock in rio por ter tanta coisa para fazer e não ter tempo para escrever um pouco, aproveito em juntar a este post uma triste noticia. Na semana passada faleceu o pianista de jazz, Esbjörn Svensson, para quem não conhecia era o pianista do vídeo que deixei no último post. Morreu num acidente de mergulho subaquático. Apesar de o ter descoberto há muito pouco tempo e ainda andar a vasculhar muita coisa sobre este trio acabei por me identificar muito com ele. Pensava que um dia ainda o poderia ir vê-lo ao vivo e é com muita pena minha que não o irei ver. É uma grande perda. Adorava as melodias que ele conseguia fazer, simples e bonitas. E novamente vou deixar um vídeo deste trio, um que gosto muito e acho que diz muito se escutarem e verem com atenção.

Até à próxima!

quarta-feira, maio 28, 2008

2 Anos!

E lá vão 2 anos a escrever parvoíces...mas vamos continuar a escrever e espero por muito mais tempo. Durante estes 2 anos muita coisa aconteceu e quisemos partilhar convosco. Hoje, vai ser um post breve mas deixo-vos com um video de um dos grupos de jazz que ando a ouvir ultimamente, E.S.T. Esta musica chama-se Round midnight que foi composta por Thelonious Monk e para mim esta é uma bonita versão.
Até à próxima!

domingo, maio 11, 2008

O melhor amigo do Homem


Todas as crianças pedem um cão aos pais e eu pedia que nunca me dessem um. Desde que tive uma situação menos agradável, quis sempre mantê-los a uma certa distância. Quando era pequena, o cão que estava na moda ter era o caniche. São uns cães um pouco nervosos e estão sempre a ladrar por tudo e por nada mas lá está, são fofinhos, dá vontade de apertar e passar a mão no pêlo. Hoje em dia os cães que estão na moda são os rottweiler e os pit bull. Se repararem são rapazes adolescentes que pedem para ter estes cães para mostrarem sua virilidade, mostrar que são valentões. Mas devem-se esquecer de um pormenor, estes cães não atraem as miúdas. Não há nenhuma rapariga que se queira aproximar com cães daqueles, fazer uma festinha no lombo ou brincar com ele, habilitam-se a ficar sem uma mão. Eles podem mostrar que são maus, valentões e gostam de perigo mas para que é que serve se não conseguem aproximar as miúdas? Perto da minha casa existem alguns destes cães, os donos e os seus respectivos cães juntam-se todos para conviverem um pouco (cá para mim eles não querem mesmo atrair miúdas). Quando saio de casa tenho de ter sempre atenção para ver se não me aparece nenhum à frente. Por vezes é bonito vê-los a correr livremente com uma bolinha na boca a grandes velocidades e eu a querer sair do prédio. E os donos depois acabam por pôr adereços, coleiras muito bonitas, em vez de ter o nome do bobi ainda põem picos para o caso de o cão atacar alguém, para aleijar mais um bocadinho. Acho que estas pessoas só devem conhecer dois tipos de raças de cães, é compreensível. Que saudades eu tenho dos caniches nervosos. Devem pensar que não gosto de cães, o que não é verdade. Eu gosto de cães e um dia ainda irei ter um. Se estão a pensar em ter um cão ou se já têm um cuidem bem dele, tratem-no como um membro da família com todos os cuidados a que ele tem direito mas não comprem rottweiler e pit bull.
Através da fotografia que pus neste post até parecia que ia falar de coisas sérias, a puxar para o sentimento, não era? Ainda não foi desta vez, já pus esta fotografia de propósito só para ver se este blog tem mais leitores, espero ter resultado. Esta fotografia foi retirada através de pesquisa no google mas quando a vi achei-a muito boa e como adoro fotografia chamou-me a atenção. Olhem para ela com atenção.

Até à próxima!

sábado, maio 03, 2008

História da minha vida por músicas



3/4 anos – Música que adorava ouvir antes de ir dormir – “We all stand Together” do Paul Mccartney;

1º Ciclo – Música que cantava para as minhas amigas – “Cantigas do Maio” de José Afonso;

2º Ciclo – Músicas que me faziam dançar – músicas dos anos 50/60 – Por exemplo: “Runaway” de Del Shannon;

12 anos – Música que me fazia (e ainda me faz) viajar – “Summertime” da Janis Joplin;

13 anos – Uma das primeiras que aprendi na guitarra clássica – “Dunas” dos GNR;

14 anos – Música com que sonhava ser a banda sonora do meu primeiro beijo – “Swallowed” dos Bush;

15 anos – Música que ouvia a olhar para as estrelas no Verão – “Sappy” dos Nirvana;

16 anos – Altura das depressões – “Única das Amantes” dos Quinta do Bill;

17 anos – Música que gostava que algum rapaz tivesse feito para mim J - “Tammy” dos Parkinson do Porto;

18 anos – O single da banda onde toquei – “Silverfish” dos Pretty Ugly;

20/21 anos – Música que me marcou pela sua melodia – “Karma Police” dos Radiohead;

21 anos – Música que marcou o festival Paredes de Coura – “Where is my mind?” dos Pixies;

22 anos – Música que marcou o Festival Músicas do Mundo em Sines – “Smells Like Teen Spirit” dos Bad Plus;

23 anos – Música que marcou o melhor concerto de 2007 – “Hate the Police”, versão dos Mudhoney.

Hoje em dia ando a gostar muito de jazz. Estou a fixar-me muito na “Fever”.

Iremos ver mais músicas!

quinta-feira, maio 01, 2008

Música e imagem

O que vos trago hoje é um tema complexo, muitos de vocês não perceberão e não quer dizer que tenham incapacidades cognitivas. Desde que comecei a estudar música associo muito as notas e musicas a cores, imagens, a gestos ou até mesmo filmes imaginados. Bem, devem estar a pensar “por isso é que ela é assim!”. Acho que não sou a única a faze-lo, pelo menos tenho alguém pior do que eu, a minha professora de piano. Como ela diz, ajuda-nos a decorar as músicas e a compreende-las. Sinceramente não sei se todos os músicos o fazem mas eu faço.
Para perceberem melhor o que vos estou a dizer, e neste caso não precisamos de estar a tocar para visualizarmos qualquer coisa, simplesmente quando ouvimos podemos associar a uma cor, imagem ou até mesmo um filme, dou-vos o exemplo de uma música que ouvi recentemente “quarteto de cordas de Webern”. Muitos de vocês não devem conhecer, mas digo-vos que é uma música…interessante. Mas a ideia que vos quero transmitir é que quando oiço aquela música visualizo um porto marítimo com grandes navios a chegarem e a partirem, as gaivotas a sobrevoarem os navios e com um grande movimento de pessoas. Até visualizo um pessoa a chegar atrasada ao navio que iria apanhar. O conhecimento desta música foi me transmitida pelo meu professor de ATC e resolvi partilhar a minha bonita história de um porto marítimo com ele e com as minhas colegas ao que eles não partilhavam da mesma opinião. Eles viam aquela música com mais sofrimento e angústia do que eu, pensando bem, eles tinham razão, pela história do compositor e a época a que estávamos era mais certo o compositor estar a sentir aquilo. Mas, por mais que tente vou associar sempre aquela música a um porto marítimo.
Um colega meu da faculdade partilhou comigo um site sobre música e imagem e resolvi partilhar com vocês. De certa forma é um pouco daquilo que vos falei anteriormente, podemos visualizar várias coisas enquanto ouvimos ou tocamos. Aqui fica um dos vídeos da senhora
Michal Levy.




Até à próxima!