domingo, junho 22, 2008

Rock in rio again

Dia 6 de Junho voltei à cidade do Rock. E mais uma vez tive a sorte de ter bilhetes oferecidos e este ano ainda por cima VIP’s. A tenda VIP não tem nada de especial, a sério, simplesmente pode-se comer até cairmos para o lado, temos confortáveis sofás para nos sentarmos, ocorrem pequenos espectáculos, dão imensas ofertas, têm casas de banho como deve ser, muita bebida, com vista para toda cidade do rock e gente muito famosa, apesar de eu não ter conhecido ninguém que lá estava. Como vêem a tenda VIP não era nada de especial. Quando estava a ir para a tenda VIP pensei, "bem entro lá e devo conhecer imensa gente". Para meu espanto quando lá entrei não conheci ninguém, claro eu não leio revistas cor de rosa, como haveria de conhecer as pessoas! Não sei se não conhecia ninguém por não ler revistas cor de rosas ou porque as pessoas realmente VIP’s não se dão a conhecer ou ao fim ao cabo eram tão famosas quanto eu.
O que interessa é que me diverti, é sempre bom saltar ao som de offspring, a minha banda de adolescente, foi bom relembrar os velhos temas que me faziam vibrar na altura e que me fizeram vibrar naquela noite. Adorei muse e confesso que não liguei muito a likin park, acho uma boa banda mas…não é o suficiente para me fazer estar bem perto do palco.
Já que demorei tanto tempo a escrever sobre a minha ida ao rock in rio por ter tanta coisa para fazer e não ter tempo para escrever um pouco, aproveito em juntar a este post uma triste noticia. Na semana passada faleceu o pianista de jazz, Esbjörn Svensson, para quem não conhecia era o pianista do vídeo que deixei no último post. Morreu num acidente de mergulho subaquático. Apesar de o ter descoberto há muito pouco tempo e ainda andar a vasculhar muita coisa sobre este trio acabei por me identificar muito com ele. Pensava que um dia ainda o poderia ir vê-lo ao vivo e é com muita pena minha que não o irei ver. É uma grande perda. Adorava as melodias que ele conseguia fazer, simples e bonitas. E novamente vou deixar um vídeo deste trio, um que gosto muito e acho que diz muito se escutarem e verem com atenção.

Até à próxima!

quarta-feira, maio 28, 2008

2 Anos!

E lá vão 2 anos a escrever parvoíces...mas vamos continuar a escrever e espero por muito mais tempo. Durante estes 2 anos muita coisa aconteceu e quisemos partilhar convosco. Hoje, vai ser um post breve mas deixo-vos com um video de um dos grupos de jazz que ando a ouvir ultimamente, E.S.T. Esta musica chama-se Round midnight que foi composta por Thelonious Monk e para mim esta é uma bonita versão.
Até à próxima!

domingo, maio 11, 2008

O melhor amigo do Homem


Todas as crianças pedem um cão aos pais e eu pedia que nunca me dessem um. Desde que tive uma situação menos agradável, quis sempre mantê-los a uma certa distância. Quando era pequena, o cão que estava na moda ter era o caniche. São uns cães um pouco nervosos e estão sempre a ladrar por tudo e por nada mas lá está, são fofinhos, dá vontade de apertar e passar a mão no pêlo. Hoje em dia os cães que estão na moda são os rottweiler e os pit bull. Se repararem são rapazes adolescentes que pedem para ter estes cães para mostrarem sua virilidade, mostrar que são valentões. Mas devem-se esquecer de um pormenor, estes cães não atraem as miúdas. Não há nenhuma rapariga que se queira aproximar com cães daqueles, fazer uma festinha no lombo ou brincar com ele, habilitam-se a ficar sem uma mão. Eles podem mostrar que são maus, valentões e gostam de perigo mas para que é que serve se não conseguem aproximar as miúdas? Perto da minha casa existem alguns destes cães, os donos e os seus respectivos cães juntam-se todos para conviverem um pouco (cá para mim eles não querem mesmo atrair miúdas). Quando saio de casa tenho de ter sempre atenção para ver se não me aparece nenhum à frente. Por vezes é bonito vê-los a correr livremente com uma bolinha na boca a grandes velocidades e eu a querer sair do prédio. E os donos depois acabam por pôr adereços, coleiras muito bonitas, em vez de ter o nome do bobi ainda põem picos para o caso de o cão atacar alguém, para aleijar mais um bocadinho. Acho que estas pessoas só devem conhecer dois tipos de raças de cães, é compreensível. Que saudades eu tenho dos caniches nervosos. Devem pensar que não gosto de cães, o que não é verdade. Eu gosto de cães e um dia ainda irei ter um. Se estão a pensar em ter um cão ou se já têm um cuidem bem dele, tratem-no como um membro da família com todos os cuidados a que ele tem direito mas não comprem rottweiler e pit bull.
Através da fotografia que pus neste post até parecia que ia falar de coisas sérias, a puxar para o sentimento, não era? Ainda não foi desta vez, já pus esta fotografia de propósito só para ver se este blog tem mais leitores, espero ter resultado. Esta fotografia foi retirada através de pesquisa no google mas quando a vi achei-a muito boa e como adoro fotografia chamou-me a atenção. Olhem para ela com atenção.

Até à próxima!

sábado, maio 03, 2008

História da minha vida por músicas



3/4 anos – Música que adorava ouvir antes de ir dormir – “We all stand Together” do Paul Mccartney;

1º Ciclo – Música que cantava para as minhas amigas – “Cantigas do Maio” de José Afonso;

2º Ciclo – Músicas que me faziam dançar – músicas dos anos 50/60 – Por exemplo: “Runaway” de Del Shannon;

12 anos – Música que me fazia (e ainda me faz) viajar – “Summertime” da Janis Joplin;

13 anos – Uma das primeiras que aprendi na guitarra clássica – “Dunas” dos GNR;

14 anos – Música com que sonhava ser a banda sonora do meu primeiro beijo – “Swallowed” dos Bush;

15 anos – Música que ouvia a olhar para as estrelas no Verão – “Sappy” dos Nirvana;

16 anos – Altura das depressões – “Única das Amantes” dos Quinta do Bill;

17 anos – Música que gostava que algum rapaz tivesse feito para mim J - “Tammy” dos Parkinson do Porto;

18 anos – O single da banda onde toquei – “Silverfish” dos Pretty Ugly;

20/21 anos – Música que me marcou pela sua melodia – “Karma Police” dos Radiohead;

21 anos – Música que marcou o festival Paredes de Coura – “Where is my mind?” dos Pixies;

22 anos – Música que marcou o Festival Músicas do Mundo em Sines – “Smells Like Teen Spirit” dos Bad Plus;

23 anos – Música que marcou o melhor concerto de 2007 – “Hate the Police”, versão dos Mudhoney.

Hoje em dia ando a gostar muito de jazz. Estou a fixar-me muito na “Fever”.

Iremos ver mais músicas!

quinta-feira, maio 01, 2008

Música e imagem

O que vos trago hoje é um tema complexo, muitos de vocês não perceberão e não quer dizer que tenham incapacidades cognitivas. Desde que comecei a estudar música associo muito as notas e musicas a cores, imagens, a gestos ou até mesmo filmes imaginados. Bem, devem estar a pensar “por isso é que ela é assim!”. Acho que não sou a única a faze-lo, pelo menos tenho alguém pior do que eu, a minha professora de piano. Como ela diz, ajuda-nos a decorar as músicas e a compreende-las. Sinceramente não sei se todos os músicos o fazem mas eu faço.
Para perceberem melhor o que vos estou a dizer, e neste caso não precisamos de estar a tocar para visualizarmos qualquer coisa, simplesmente quando ouvimos podemos associar a uma cor, imagem ou até mesmo um filme, dou-vos o exemplo de uma música que ouvi recentemente “quarteto de cordas de Webern”. Muitos de vocês não devem conhecer, mas digo-vos que é uma música…interessante. Mas a ideia que vos quero transmitir é que quando oiço aquela música visualizo um porto marítimo com grandes navios a chegarem e a partirem, as gaivotas a sobrevoarem os navios e com um grande movimento de pessoas. Até visualizo um pessoa a chegar atrasada ao navio que iria apanhar. O conhecimento desta música foi me transmitida pelo meu professor de ATC e resolvi partilhar a minha bonita história de um porto marítimo com ele e com as minhas colegas ao que eles não partilhavam da mesma opinião. Eles viam aquela música com mais sofrimento e angústia do que eu, pensando bem, eles tinham razão, pela história do compositor e a época a que estávamos era mais certo o compositor estar a sentir aquilo. Mas, por mais que tente vou associar sempre aquela música a um porto marítimo.
Um colega meu da faculdade partilhou comigo um site sobre música e imagem e resolvi partilhar com vocês. De certa forma é um pouco daquilo que vos falei anteriormente, podemos visualizar várias coisas enquanto ouvimos ou tocamos. Aqui fica um dos vídeos da senhora
Michal Levy.




Até à próxima!

terça-feira, abril 22, 2008

Músicas inesquecíveis

Existem músicas que nos apaixonamos mal ouvimos o início e a partir daí ouvimos quinhentas vezes até nos fartarmos, por vezes acabam no esquecimento, outras ouvimos mais quinhentas.
Há músicas que ao ouvirmos a primeira vez estranhamos ou até mesmo detestamos mas ao ouvirmos uma segunda ou terceira vez entranha-se e ouvimos mais quinhentas vezes, assim acabam por nos surpreender e descobrimos coisas novas cada vez que ouvimos. Músicas que ouvimos quando éramos pequenos e nunca mais as esquecemos e quando as ouvimos em adultos, a nossa infância regressa. Outras lembram pessoas especiais, momentos especiais, outras ex-namorados e nesses casos temos de desligar o rádio ou simplesmente não pôr o CD. Músicas que ouvimos sozinhos, outras acompanhados, outras quando estamos tristes e outras quando estamos animados, existem as músicas dos vizinhos e as de “abanar o capacete”. Musicas secretas que ninguém pode descobrir que as ouvimos e ainda músicas que por mais que não queiramos gostamos delas. Existem aquelas que adoraríamos tê-las composto e outras compostas por nós que nunca iremos mostrar a ninguém.
Mas existem aquelas músicas que são inesquecíveis não por serem maravilhosas mas por não as suportarmos. Se quiserem estragar o meu dia ponham “O feitiço” de André Sardet e verão a verdadeira Ana Patrícia. Na realidade é mesmo uma música feiticeira, aparece quando menos esperamos. Eu simplesmente detesto aquela música como tantas outras que por
vezes me apanham desprevenida e ainda tenho de ouvir o início até conseguir mudar de frequência no rádio ou até encontrar o comando da televisão no sofá cheio de almofadas.
No fundo, para mim, o que sentimos em relação às músicas é o mesmo quando nos apaixonamos, umas vezes gostamos mal a ouvimos mas acabam no esquecimento, outras demoramos a gostar mas quando acabamos por descobrir a beleza daquela música é difícil esquece-la e outras passam anos e não as conseguimos deixar de ouvir por mais que queiramos e aí estamos perdidos, não é só paixão! Tenho imensas músicas inesquecíveis mas já que ando numa de ouvir de tudo que seja jazz deixo-vos com umas das primeiras músicas que ouvi cantada pelo Frank Sinatra e é umas das minhas preferidas. Neste caso é cantada pelo Michael Bublé. Espero que gostem!

Até à próxima!

sexta-feira, abril 11, 2008

Situações caricatas II

O metro é um dos sítios mais propícios para acontecerem coisas estranhas e desagradáveis, como levar com as portas do metro ou ficar entalado quando se mete o cartão para entrar/sair da estação e aquilo não abre bem, lá levamos com uma porta. Quando andamos no metro é preciso estar atento, tudo pode acontecer. Conheço pessoas que se queixam que nunca arranjam lugares no metro, que as pessoas são desagradáveis e rudes ou já foram roubadas. Bem, confesso que, apesar de já ter levado com as portas, nunca me acontece nada de especial e para mais arranjo sempre lugar, agora não me perguntem como consigo.
Da última vez aconteceu algo bizarro. Eu ia muito bem no metro a ouvir a minha musiquinha no leitor de mp3 quando começo a ouvir Rolling Stones e eu não tinha nenhuma música no leitor. Notei que todas a pessoas olhavam para trás de mim, quando me apercebo estava um homem a ouvir Rolling Stones e a cantar como se estivesse num concerto. Toda a gente acenava e parecia incomodada por ele estar a fazer aquilo, eu confesso que comecei a rir e já estava a contagiar-me. Todos nós devíamos começar o dia como se estivéssemos num concerto. Admiro o homem por conseguir fazer aquilo e para mais assobiava muito bem, muita técnica, muitos anos de prática. Devem estar a pensar “admiras?”, é verdade, admiro porque gostava de um dia fazer aquilo que ele fez, imaginem que vão no metro e vão ouvir a vossa musiquinha, por vezes apetece-nos cantar mas não o fazemos porque as pessoas vão pensar que somos malucos, claro! Logo ele não teve problemas em faze-lo, também porque era maluco, lá está. Nesse dia andei o dia inteiro com a música “satisfaction” na cabeça, ele pode ser maluco ou o que quer que as pessoas possam dizer mas pelo menos animou a minha manhã.
Admiro todas aquelas pessoas que não se importam com o que os outros dizem e fazem o que lhes apetece porque simplesmente lhes apetece, sem prejudicar ninguém, claro! Confesso que não me importo muito com o que dizem e faço quase tudo o que me apetece, bem…não é bem assim mas é quase. O segredo é não ter “vergonha” de ser quem somos. É com esta frase cheia de esperança que vos deixo com vídeo dos Rolling Stones “satisfaction” a quem dedico ao senhor do metro.
Até à próxima!