domingo, fevereiro 18, 2007

Concerto do Coro de Câmara


Dia 24 de Fevereiro às 21h30 irá realizar-se um concerto do Coro de Câmara do Conservatório Regional Silva Marques, onde eu faço parte, na Sociedade Euterpe Alhandrense e dia 25 de Fevereiro às 17h em Paço d' Arcos na Capela de Nosso Senhor dos Navegantes. Vão ser concertos cheios de surpresas, com músicos convidados e um repertório da época medieval, que na minha opinião são músicas muito melódicas e agradáveis. Estejam descansados que não se paga nada, é só entrarem e assistirem e espero que gostem. Acrescento que este cartaz acima foi feito pela minha colega Joana Silva e está excelente. Parabéns!
Apareçam!

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Riders on the Storm



Já sei o que é que vão dizer, o que muitos já me disseram... que os Doors não são Doors sem o Jim Morrison, a figura carismática do grupo. A questão é que dois elementos da banda, o Ray Manzarek (teclista) e o Robbie Krieger (guitarrista) decidiram reavivar a boa música que produziam enquanto grupo... e eu pergunto, e porque não? Acreditem que é muito gratificante para uma pessoa que gosta de Doors ir a um concerto deste projecto... falo por mim, não consegui parar de me baloiçar. Convidaram para a voz alguém que, timbricamente, é parecido ao Jim Morrison, o Ian Astbury, ex-vocalista dos The Cult.
E assim foi, dia 13 de Janeiro, às 21:45, os Riders in The Storm iniciaram o concerto com um excelente blues para o pessoal entrar no clima do espectáculo ("Roadhouse blues"). De seguida veio a bomba... o pessoal delirou quando se começou a ouvir os primeiros toques da "Break on Through". O Ray Manzarek de vez em quando demonstrava o seu à vontade no teclado colocando um pé em cima dele e tudo, eheh.
Numa passagem inicial de uma música para a outra, o Ray está parado a observar o público... foi aí que eu dei um daqueles gritos histéricos que foi acompanhado por outros tantos e ele sorriu e cumprimentou-nos... no meu imaginário aquele sorriso foi para mim :D.
E o espectáculo assim continuou nesse clima, alguns charros pelo meio, algumas danças por parte do público, seguindo com a "Love me two times", "When the music is over" e depois, o público foi convidado a tomar um whiskey num bar na "Alabama song". Posteriormente tocou-se a "Blackdoorman" e a "Five to one", onde o Ray aproveitou para falar um pouco da vergonha que sente pelo que o Bush anda a fazer (concordo plenamente).
A "Spanish Caravan" teve uma entrada muito bem tocada pelo guitarrista Robbie Krieger. Mostrou bem ter algum conhecimento de música espanhola e do modo musical que eles costumam utilizar.
O espectáculo continuou com a "Not to touch the earth", "Touch me", "L.A. woman" e no encore, claro, a música mais conhecida dos Doors "Light my fire" e "Soul Kitchen".
No meio do espectáculo apresentaram os músicos... Ty Dennis na bateria, Phil Chen no baixo (o senhor tem um ar oriental). O Ray apresentou o Robbie como um dos melhores guitarristas com quem tocou e o Ray foi apresentado como "O homem que descobriu o Jim Morrison".
Sim, o concerto foi, sem dúvida, uma homenagem ao Jim Morrison... achei curioso o facto do vocalista não ter feito o papel principal... deu esse papel ao Ray Manzarek que brilhou nessa noite. Ai... já tinha saudades de ouvir aquele orgão com um som característico dos anos 70... mas soube-me a pouco... achei o concerto curto... eram para ter tocado também a "Riders on The Storm" e não tocaram.
Só tenho a apontar um aspecto negativo. As miúdas malucas terem ficado à frente de toda a gente só por estarem dentro da área de comunicação ou terem conhecimentos nesse aspecto. Ninguém é mais que ninguém e não concordei com isso.. mas de resto...

Queria dedicar este post ao rapaz com quem costumo falar no canal #nirvana que brilhou nessa noite com a sua boa onda, à Inês, que conheci no final do concerto e ao Joel que teve paciência para me aturar... e já agora... os roadies deviam ter atirado também os cabos como pedi! :D*


sábado, janeiro 06, 2007

Mais um ano


Mais um ano que passou. Quando entramos no novo ano pedimos desejos, vestimos roupa interior de determinada cor para dar sorte, comemos as doze passas, existem pessoas que sobem para cima de uma cadeira com dinheiro da mão. Bem, a mim não me vale de nada fazer todas estas coisas se não me esforçar para que aconteçam porque já verifiquei se ficar à espera de braços cruzados não me serve de nada, é preciso lutar por aquilo que queremos e esperar ter um pouco de sorte.
O ano de 2006 foi um ano cheio de surpresas agradáveis e desagradáveis. Apesar de o início de 2006 não ter começado da melhor maneira, o 2º semestre revelou-se da melhor maneira possível. Foi um ano de descobertas que foram muito importantes para mim, concluo que foi um óptimo ano em todos os sentidos.
Por isso espero que tenham um excelente ano 2007. Aproveitem bem os momentos de alegria por mais pequenos que sejam e guardem-nos, aprendam com os maus momentos e esqueçam-nos.
Até à próxima ;)

terça-feira, janeiro 02, 2007

Loucos mas felizes...


Antes de mais queria desejar um bom ano a todos.
Relembro, neste momento, com carinho todas as loucuras que fiz até aqui… como pessoa desequilibrada que sou arrependo-me de algumas coisas que fiz… mas na altura fui feliz…
As noites no parque de campismo, a caminhada até ao Rio Tejo, a exploração do monte de Vialonga, as histórias de terror, o mar, os concertos na primeira fila, a praia à noite, a primeira directa na gravação da maquete, a primeira arruada com a banda filarmónica, a actuação com a banda de garagem, os “namoros”, as passagens de ano com os amigos, os moches… tenho tantas saudades disso… caí numa rotina e monotonia envolvida em nervos, ataques de fúria e pânico de ter que viver mais um dia assim…

Como um dia o meu amigo Lúcio me disse:

“ As loucuras são as mais sensatas emoções. Tudo o que fazemos deixamos de lembrança para que os outros possam um dia ser como nós: Loucos mas felizes!”.

Fui louca… mas feliz…

quarta-feira, dezembro 20, 2006

"RAP" português

Chegou a época natalícia, e como normalmente faço, no dia 1 de Dezembro fiz a minha árvore de Natal. Era uma manhã como as outras, todos os canais televisivos estavam a dar os programas da manhã, o “Você na TV” na TVI e na SIC o programa da Fátima Lopes, que acho que se chama “Fátima” e suponho que também deveria estar a dar a “Praça da Alegria” na RTP. Até aí tudo bem, comecei a fazer a minha árvore de Natal até que oiço uns senhores de meia-idade a cantar na televisão, olho e estava na SIC. O que tinha de extraordinário? Reparei que eram três senhores, como já disse de meia-idade, que tocavam acordeão e o “reco-reco”. Cantavam improvisando e iam elogiando o programa da Fátima Lopes, sempre em rima. Eu disse cantavam? Enganei-me, eles falavam alto. O mais engraçado é que depois começaram a “ofenderem-se” uns aos outros e a criticarem a sociedade. Agora imaginem, que em vez de três senhores de meia-idade temos três moços norte-americanos e em vez do reco-reco e do acordeão, eles próprios fazem os sons de batidas com a boca e com as mãos, marcando o seu próprio ritmo, que é sempre o mesmo. E começam a fazer a mesma coisa que os senhores de meia-idade fazem, começam a criticar a sociedade e a maltratarem-se uns aos outros. Que conclusão chegam? Eu cheguei à conclusão que os norte-americanos imitaram os portugueses. Fui à wikipédia e diz: “Rap (Batida). Na língua das ruas em ritmo e poesia, expressão musical-verbal da cultura. O Rap é um género musical surgido no início dos anos 1970 nos Estados Unidos da América, é uma espécie de texto com rimas falado em ritmo com instrumentos musicais.”
Os norte-americanos foram buscar ideias aos nossos senhores de meia-idade, que já faziam isto há muito mais tempo e com muito mais experiência. E anda por aí muitos jovens portugueses a tentar imitar o que os norte-americanos fazem, deviam olhar para os nossos portugueses de meia-idade.
Deixo-vos com um vídeo natalício e como estamos na “Era” do Gato fedorento, deixo-vos com a história diferente sobre o presépio “Os três gays magos”. Bom Natal!!


Até à próxima!

quinta-feira, novembro 23, 2006

Audições


Para quem não sabe o que são audições (pois já me perguntaram), como o nome indica, é a audição de algo, esse “algo” somos nós, alunos do conservatório. Concluindo as pessoas (paizinhos e amigos) vão nos ouvir tocar.
Na semana passada realizou-se mais uma magnífica audição de piano, fui a última de 22 alunos. Para sorte minha, normalmente sou sempre das últimas ou mesmo a última a tocar. Os últimos são os que têm um grandioso talento e todos anseiam pela brilhante prestação, epa estou a ser sincera. Para quem acreditou tudo bem, mas não é bem assim, os alunos de graus mais elevados é que costumam ficar para último, primeiro costumam ser as criancinhas. Mas isto de ser a última só tem vantagens, claro. É sempre bom ver os enganos, as caras de nervosismo dos meus colegas. Fico logo a pensar “Será que me vou enganar? Será que vou ter uma branca?”. No momento em que me sento em frente ao piano parece que por segundos a minha memória fica em branco. Depois começo por pensar como começa a música e tem que correr bem, oiço sempre a voz da minha professora na minha cabeça a dizer-me o que fazer, o que é realmente muito estranho. E enquanto tocamos há sempre alguém que espirra ou uma criança grita ou alguém faz qualquer coisa realmente barulhenta só para nos desconcentrarmos, sem falar nos flashes das máquinas fotográficas na minha cara. O pior é quando é audição final, significa que vamos tocar no salão, onde costumam estar muitas pessoas a assistir e nós (alunos) tentamos manter em segredo que há audição, quanto mais pessoas mais nervosos ficamos.
Em tantas audições que já participei nunca disse e ouvi os meus colegas dizerem “correu-me mesmo bem” mas sim “que horror, enganei-me tantas vezes” mas haverá sempre alguém que nos diz “foste muito bem, gostei muito de te ouvir”. Claro que não acreditamos mas é sempre bom ouvir porque na realidade só o músico ou quem conhece as músicas é que se apercebe dos erros.
No fim é bom ouvir as palmas, é sinal que já acabámos e que as pessoas não adormeceram (pelo menos todas) ou não se foram embora.
Isto de ser “artista” não é fácil, para mim, audição significa dores de barriga, uma noite mal dormida e um Inderal para não tremer das mãos, muito utilizado por músicos mas lá terei que passar por isto muitas mais vezes.

Até à próxima ;)

domingo, novembro 12, 2006

Advinha


Bem, o blog tem estado um pouco parado devido há falta de tempo. Apesar de não ter tempo para escrever algo “realmente importante” deixo-vos com uma advinha que quando a li achei-a interessante e bonita. Gostava que tentassem descobrir o que é, e se quiserem deixem a vossa solução nos comentários. Aqui vai ela:

Não tem forma, não tem jeito
Mas vê-se a longa distância
Não tem boca não tem peito,
Vence qualquer discordância.
Até à próxima ;)